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Os meus nadas revisitados

March 4th, 2010

nadas1


Não sei o que me levou a reler este “nadas” que escrevi já há algum tempo. O facto é que esta regresso me leva a reconhecer-me tanto agora no sentido das suas palavras como na altura em que o escrevi – e não seria a primeira vez que isso não acontecia -, razão que me levou a largar, ao ler a última frase, aquele sorriso largo em que costumo abrir-me nos momentos de maior gozo interior, esquecendo, ou tentando escamotear por momentos, as minhas mais flagrantes limitações.


Perguntam-me, não sei a propósito de quê, o que faço nos meus tempos livres.

Espera certamente saber, quem me questiona, mais alguma coisa sobre os meus vícios, minhas secretas manias, uma ou outra libertinagem que eu suspeito de me acusarem ser dado a. Que não os tenho, proclamo. E se porventura os tivesse, era para não fazer nada, que é exactamente para isso que os tempos livres servem.

Que o meu nada, sublinho, não é o mesmo que aqueloutro das pessoas que se estiram displicentes, no terraço ou no jardim, à borda da sua picina, numa dessas chaise-longue de verga, acolchoadas a sumaúma por estofador bacharel, protegidos da torreira do sol que tem feito neste Verão, e noutros verões parecidos com este, debaixo do aconchego de um toldo azul-marinho ou verde-quase-persa comprados no iqueá, com uma birra imponentemente gelada numa mão, jogando, com outra, como se fossem malabares, tremoços sem casca para dentro das suas bocas, ou enxovalhando minúsculos troços de genuíno roquefort em tostas do pingo-doce. E naquela cabeça, ah, naquela cabeça, o cérebro delicadamente vazio para que as minhocas, no seu afã de desconstrução, possam fazer castelos de areia onde, em tempos – sustenta-se essa remota hipótese -, circulavam coisas vagamente parecidas com ideias.

Mas não, o meu nada não é desses. O meu nada é feito de rendilhadas lembranças, de frágeis memórias, de eus que vou compondo e burilando nas perdidas veredas das minhas desilusões, medos e sobressaltos, ou, quem sabe, em meus próximos futuros. E onde, definitivamente, não cabe nem o meu próprio mundo nem o que outros chamam de seu. Aí, apenas as minhas imaculadas fantasias entram.

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Chocolate Soufflé

February 14th, 2010

souffle2a

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Apreensivo

February 13th, 2010

galo

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Blue & Yellow

February 10th, 2010

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De guarda

February 7th, 2010

cao3c

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Ham

January 2nd, 2010

Feito em menos de 15 dias – o que para um filme de cinema de animação, mesmo que muito curto, é um feito considerável – este Ham (jamón ou presunto) retrata o encontro de dois distintos e delicados suínos que se reúnem para compartilhar chá e bolos num ameno fim de tarde.

Até que um deles resolve, por motivos de lana caprina, quebrar tão requintado momento fazendo desmoronar a harmonia reinante e estalar clamorosamente o verniz. Como acontece, aliás, entre tantas e tantas refinadas senhoras. Em qualquer lugar do mundo, acrescente-se…

Director: Nico Di Mattia
Animação: Nico Di Mattia, Pupi Herrera, Aníbal Ocanto, Damián Alanís, Daniel Spontón.
Argumento: Pupi Herrera, Anibal Ocanto
Som: Turkhy-F

http://nicodimattia.wordpress.com/

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Com o Tejo em fundo

January 1st, 2010

violeta_tejo1

Indiferente a estes dias de Inverno que nos desconsola com um rigor a que estamos pouco habituados, bem como pelas crises que não encomendámos ou pelos presidentes e governos que não escolhemos, Violeta passa os seus primeiros dias desbravando esta Lisboa mourisca que lhe serve de berço e que ajudará certamente a moldar-lhe o destino.

Ei-la aqui, aconchegada ao peito do pai, com as docas e esse imenso Tejo em fundo. Para que se habitue à claridade que dele irradia e faz da urbe que se lhe estende aos pés uma cidade incomparável.

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Bom Natal

December 21st, 2009

A Bruton Stroube Studios é uma agência de fotografia e imagem de Saint Louis, nos Estados Unidos, onde trabalha um conjunto de criativos de excepção. Costuma, por esta altura do ano, dirigir aos seus clientes um cartão de boas-festas no qual, a par de toda a vastíssima e sólida experiência da sua área de trabalho, está patente toda a capacidade de inovar que tornam a Burton Stroube, muito justamente, numa referência entre as agências de imagem dos EUA.

Aproveitando a “boleia” do seu cartão deste ano – onde participa a totalidade dos elementos desta empresa e que pode ser visto aqui na sua versão original -, tomei a liberdade de lhe introduzir muito pequenas alterações de forma a poder também endereçar a todos quantos visitam este blogue um Bom Natal.



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Nu, simplesmente

December 13th, 2009

nu

Não consigo, por palavras minhas, descrever a singularidade e beleza desta imagem.

Será a simetria das formas, a nudez do corpo, a luz e penumbra que realçam os contornos da silhueta que me seduzem, ou é todo o conjunto que me deixa sem palavras?

A beleza de outros nus em toda a sua simplicidade se clicar aqui.

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congo_people

Este trabalho sobre África, terminado há poucos dias, foi feito tendo como objectivo a sua apresentação na disciplina de Globalização do curso de Estudos Africanos. Nele se tenta caracterizar o estado de desenvolvimento do continente, historiando a sua evolução recente nas áreas política e económica, de forma a que possam determinar-se com a clareza possível os diferentes fenómenos ou agentes que têm vindo a dar o seu contributo para o actual estado de coisas naquela zona do mundo.

Gostaria, como contraponto para possível reflexão, deixar entretanto aqui o controverso argumento que Patrick Chabal desenvolve no seu livro “Africa Works”, segundo o qual o aparente desregramento e clima de permanente conflitualidade que se vive nas sociedades africanas actuais, pode ser um comportamento lógico dessas mesmas sociedades e não uma desordem generalizada como à primeira vista nos poderá parecer.

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