Brioches maialini
May 15th, 2010
Dulcis in Furno é um blogue italiano de receitas, onde Tania Mattiello nos introduz, com toda a sua criatividade, a um mundo no qual imprime um novo sentido aos sabores, daqueles que sempre deram sentido à vida. Com originalidade e um apurado sentido estético.
Dulcis in Furno é uma espécie de receituário pessoal, segundo a própria autora, mas ao mesmo tempo um espaço onde se sente bem a partilhar esta sua paixão com os outros.
Atente-se nestes brioches “maialini” (porquinhos), cuja receita é de fácil execução. E o italiano não é problema, dado que a página dispõe de tradução imediata para português, bastando para isso seleccionar o idioma na coluna da direita.
O tiramisù da Io
June 8th, 2009
foto de Linda Heather
Faz agora exactamente dois anos que apresentei aqui esta receita de tiramisù. Fi-lo porque, poucos dias depois de ter iniciado o blogue achei que seria uma ideia interessante abrir o leque dos temas aqui abordados, tanto mais que andava ainda à procura de um fio condutor que servisse de sustentação harmónica e coerente a esta experiência que começava.
Mas o curioso é que ainda hoje, passados todos estes meses, nesta sucessão de tantos dias e tantos posts – e o amadorismo nestas como em tantas outras coisas amordaça-nos muitas vezes os propósitos – ainda ando em busca desse tal fio condutor.
Estava longe de imaginar, porém, ao colocá-lo aqui, que a receita de uma sobremesa tão famosa como o tiramisù, que retirei do livro “Os Doces da Io”, de Io Apoloni, viria a ser, a larga distância, aquele post que, ao longo destes 2 anos, traria mais visitas ao blogue.
Delicie-se com os Lamingtons
February 21st, 2009< !img src="http://farm4.static.flickr.com/3536/3297273191_7902ab6447_o.jpg" width="301" height="300" alt="lamingtons1a" />

Ao ver ontem um cd da «Little Britain» e da digressão que Matt Lucas e David Walliams fizeram à Austrália, fiquei a conhecer uns bolos com aspecto divino a que alguém no documentário chamou de Lamingtons.
Como me pareceu que se assemelhavam a uns doces tradicionais dos Arcos, a que de vez em quando me refiro nas minhas histórias, fui pesquisar no Google tentando saber mais acerca deles. De parte do que consegui apurar, dou agora aqui conta.
O Lamington é um doce tradicional da Austrália desde os fins do século XIX, inícios do século XX. A tradição diz-nos que os primeiros Lamingtons surgiram de uma necessidade: uma engenhosa cozinheira ao serviço do governador de Queenland – Lord Lamington – ao ver que um bolo lhe tinha saído mal, dando asas à sua prolífera imaginação, cortou-o rapidamente em cubos, fez um creme de chocolate onde os mergulhou, para depois os passar por coco ralado e deixar secar. Parece que o sucesso foi de tal forma que estes bolos rapidamente atingiram o estatuto de guloseima preferida dos australianos, vindo a tornar-se no doce com que se celebra o dia nacional do país.
Tiramisù
June 8th, 2007foto de Linda Heather

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Não pretendo concorrer com os «sites» de culinária que proliferam por essa Internet fora, alguns deles de incomparável qualidade, mas não resisto à tentação de partilhar a receita de uma sobremesa genuinamente italiana, já experimentada por diversas vezes em minha casa e que, apesar de tão calórica, é de tal sublime sabor e de tal delicada e reconfortante textura, que não se esquece facilmente.
Sugiro que aproveitem este fim-de-semana para experimentá-la, já que, pelo tempo sombrio que a meteorologia promete, me parece que vão passá-lo em casa.
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Ingredientes:
(para 6 pessoas)
250 gramas de «mascarpone»
5 gemas + 100 de açúcar em pó
3 claras + 50 gramas de açúcar em pó
12 palitos «la reine»
4 chávenas de café (cafeteira italiana)
1 cálice de rum escuro
½ colher de café de vanilina
Cacau escuro
Notas:
O mascarpone é um queijo em creme disponibilizado em embalagens de 250 gramas e com venda já habitual na maioria dos supermercados;
A vanilina empresta ao tiramisù um aroma e um sabor ainda mais aveludados. No caso de não encontrar, faça o preparado sem ela.
Na batedeira, juntar as gemas, o açúcar e a vanilina e deixar bater durante 15 minutos.
Juntar o mascarpone e, com a velocidade mais baixa, deixar incorporar bem até o preparado ficar completamente liso e sem grumos.
Preparar o café e deixar arrefecer.
Bater as claras com a velocidade no máximo. Quando estiverem bastante subidas, e com a batedeira sempre no máximo, incorporar o açúcar às colheradas. Devem ficar bem rijas.
Verter o preparado com o mascarpone numa tigela, regar com o rum aos poucos e, com uma colher de pau, envolver delicadamente.
Quando o rum estiver todo incorporado, juntar as claras em castelo e, com movimentos de baixo para cima, envolver delicadamente até as claras desaparecerem por completo.
Pôr o café num prato fundo e molhar um palito de cada vez, nem muito nem pouco. Ir colocando os palitos no fundo de um pirex rectangular ou de uma taça grande, por exemplo.
Quando o fundo estiver coberto por uma camada de palitos, verter umas colheradas de creme, de modo a tapá-la completamente.
Voltar a fazer uma outra camada de palitos, sempre molhados em café.
Cobrir essa outra camada com o creme restante.
Guardar no frigorífico a uma temperatura não superior a 5 graus.
Pode ficar assim dois ou três dias à vontade, chegando mesmo a ser melhor, porque tem mais tempo para ganhar textura e os sabores misturarem-se.
Quinze minutos antes de servir, polvilhar ligeiramente com cacau escuro com a ajuda de um passador de malha muito fina.
(do livro «Os Doces da Io», de Io Apoloni, Publicações Dom Quixote)


























